Aproveitando o facto de hoje não ter ido pedalar, decidi colocar em prática uma receita que encontrei um destes dias. Confesso que nunca foi coisa que me chamasse muito a atenção, mas o excesso de tempo livre provoca destas coisas.
Entre frutos secos, farinhas e mais umas gotas de gasóleo agrícula, as misturas começaram a tomar forma. O que me chamou mais a atenção nesta é que há excepção da manteiga de amendoim, todos os restantes ingredientes são "normais" digamos.
Depois dos sólidos misturados, chegou a vez dos líquidos. Entretando o forno foi aquecendo....
Aqui foi onde entrou o alimento mais "processado", a manteiga de amendoim. Todos os restantes são naturais... Completamente. Confesso que ao colocar as mãos naquilo comecei a pensar seriamente de que me iria arrepender seriamente de ter feito aquilo, mas decidi esperar pelo resultado.
Depois dos sólidos e líquidos preparados, foi a parte mais nojenta... Misturar todos eles. Lembrei-me da altura em que trocava as fraldas há minha filha depois de ter começado com as primeiras papas. Não pelo cheiro, pois o chocolate marcava presença, mas a consistência era muito idêntica. Aqui sim, comecei mesmo a pensar que, caso aquilo não fosse funcionar, serviria sempre para fazer uma experiência nos vasos da minha querida esposa.
Tudo misturado, tabuleiro forrado e siga... Forno com a mistela.
Aqui o cheiro mudou, já era mais parecido com um bolo de facto. Um bolo para diabéticos, mas sempre um bolo diga-se.
Enquanto aquilo cozia, decidi lavar toda a loiça antes que a Sandra chegasse a casa. Iria pensar que teríamos sofrido um assalto.
Tirei o calhau do forno, deixei-o arrefecer. Cortei-o aos bocados e embrulhei-o em prata. Poderia ser "plástico", mas ao pedalar e me virem a tirar algo embrulhado em prata dos bolsos, dá um ar sempre um pouco mais fora da lei.
Aqui errei um pouco. Enquanto umas "barras" ficaram com a forma e tamanho original, outras ficaram com o tamanho de sobremesa para toda a família ao domingo.
Agora resta-me esperar pelo dia de amanhã e experimentar esta nova receita.
Depois digo-vos como correu.
Caso não me adapte ao sabor, tendo em conta o peso e forma de algumas, servirão sempre de arma de arremesso para quando algum automobilista decedir passar juntinho da malta.
Até lá...
! ! ! . . . BOAS PEDALADAS . . . ! ! !