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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Os primeiros 3 mil

Os milhões de leitores deste blog recordam-se de certeza desta minha publicação.
Três mil quilómetros depois, decidi presentea-la com uma participação num GranFondo.
Evento esse onde impera o carbono e outras ligas nobres, e nada melhor do que ir para lá... Cheio de ferro.
Nunca tinha feito tanto km naquela bicicleta, pois usu-a maioritariamente para me deslocar para a empresa. Nos dias que antecederam o evento, decidi encostar o carbono em casa e dar as voltas de fim de semana com a finlandesa.
Tive uma agradável surpresa, pois ela aguenta.-se bem em voltas maiores. Pena é eu não me aguentar tanto.

 Não vou entrar em grandes pormenores acerca do evento em si, porque é como todos os eventos de estrada. O alcatrão é negro e as riscas da estrada brancas também. Irei salientar apenas que foi um dos que mais me diverti de facto. É bom por vezes encararmos este desporto de uma forma mais descontraída.
Foi um viver de novas emoções.


Só espero não me acotumar muito a isto, caso contrário a carbónica ficará ciumenta com este meu novo caso amoroso.
Três mil quilómetros depois posso dizer-vos que não é uma bicicleta de grandes performances. Muito longe disso mesmo, mas que a adoro pedalar e divertir-me com ela... Isso sim.
Obrigado André pela excelente companhia.

! ! ! . . . BOAS PEDALADAS . . . ! ! ! 

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

GranFondos... Nova moda?

Confesso que no início até achava piada a isto.
Passam os tempos e, em meia dúzia de dias passam de cerca de 3 a uns 10 anuais, e por aqui não ficarão com certeza.
É certo que num país onde ou se é cicloturista ou ciclcista, a malta goste de aderir a esta nova vaga de eventos, e quem os organiza vê-os como um bom lucro, e contra isso nada claro. Mas a partir do momento que vejo malta a abdicar disto ou daquilo em prol dos treinos um ano antes, ou então das poucas horas em que esgotam as inscrições... Perdeu a piada.
Poderia também referir o bom velho tema do doping, mas sobre isso não escrevo, já há quem o faça demais, e pior que tudo, há quem recorra a este método para dessa forma conseguir não só serem os "Armstrong's" lá da rua e conseguir um pseudo top 100 nesses eventos.

É bom ver malta a praticar desporto e tudo mais, mas eventos com milhares e milhares de pessoas, acidentes sem fim, malra que não tem uma postura na estrada... É perigoso de facto.
Bem, é a minha opinião. Já participei em dois a gostei, mas desde daí até fazer disso um "objectivo de época", vai muito, mas muito longe amigos.
Veio a moda do btt, depois a moda da competição (esta ainda dura), entretanto apareceram os trail's e agora isto. O que virá a seguir?
Parecendo que não, já são cerca de uma dezena anulamente, e por muito que eu não pense assim, e quem me conhece sabe que não, pagas €35 por um passeio de bike na estrada é de facto muito dinheiro.
! ! ! . . . BOAS PEDALADAS . . . ! ! ! 

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Gerês GranFondo... O dia

E chegou a vez de escrever algo acerca do que se passou durante o evento.
Tinha combinado com o Manel que ia lá para vencer, como faço a tudo o que me inscrevo, e assim como em tudo que participo... Não venci. Tentei, como sempre, mas decidi deixa-los ir na frente e seguir na traseira deles. Bem na traseira entenda-se!!!!! hehe

 Confesso que durante o evento cheguei a arrepender-me do que tinha feito na véspera, pois não imaginava que estaria tão bem. Mas por outro lado não teria conhecido o sr Caraitxo lá de Coussos. E também não iria adiantar, pois com o Gamito lá, primeiro nunca iria conseguir, mas tentava assaltar o segundo lugar, e assim o fiz.
Parti com unas 1500 bicicletas na minha frente, e o que mais me empenhei neste dia, e acreditem que falo a sério afora, foi evitar quedas no início e na descida final.

Fui metendo mudanças e mais mudanças, dou por mim com médias superiores a 40km/h, e comecei a pensar que, sentindo-me tão "bem" mesmo com o que tinha feito na véspera, a marretada estava próxima.

Decidi começar a abrandar o ritmo, pois quando ela me fosse cair em cima, até os sinos iria escutar. Andei um bocado mais calmo até que passa por mim, após o Lindoso, um senhor de 70 anos, mais conhecido por Lau, Vascelau Fernandes.
Mau, ó Frinxas, 70 anos? Vai mas é atrás do velho, se a marretada acontecer, que se lixe, amanhã descansas. E assim foi. Conforme ia pedalando atrás dele, iria a pensar de como é que raio que aquele velhote ainda continuava a andar daquela maneira. Confesso que fiquei surpreendido.
 E pronto, lá cheguei à meta, ainda na esperança de estar a lutar para a segunda posição do pódio, mas não amigos, não consegui. Na próxima irei tentar de novo.
Acerca do evento, e mais a sério, confesso que gostei da organização. O que mais me chamou a atenção era a quantidade de voluntários que fui vendo estrada fora por todos aqueles 160Kms de prova. Muitos polícias de facto, mas imagino a trabalheira para colocar tudo aquilo de pé. Entre criticas, a que mais gostei, foi de alguém que não queria sair da bicicleta para encher os bidons, não dava lá muito jeito. Mas pronto, há sempre coisas novas que vou aprendendo.
 Findo o evento, descanso do guerreiro. A meio da conversa, reparamos que não nos podíamos deslocar de carro até ao local da pernoita, teríamos que esperar mais um bom bocado.

 MAU!!!! QUERO COMER  E TOMAR BANHO CARAITXO!
Fácil, há que tirar o chip do dorsal, sair da vila e rumar em direcção à banheira, passando (mais uma vez) pela Pedra Bela. E assim foi. Ao passar no alto, reparei numa coisa que não tinha visto a 1ª vez que lá passei, tamanha era a ceguice e o empeno. Sopa da pedra??? Limonada com mel??? Presunto??? Ora f*da-s*, logo agora que vou tomar banho a seguir. É triste não?


 Pois era triste, mas não fosse o facto de quem colocou aquele abastecimentos no alto da Pedra Bela pertencer à casa onde ficamos, e a história teria sido bem diferente.
Acreditem que passamos com aquela malta da zona umas horas de convívio nunca visto.
Fiquei a saber também que alguns pastores haviam de calçar galochas às cabras... Para não se magoarem hehehehe


 Meus caros atletas, obrigado a todos os que não quiseram lá parar, pois não tivessem sido vocês e eu não teria comido e bebido tudo aquilo após o banho hehehehe
Segundo eles, já no Ultra Trail do Gerês foi o mesmo, pois "aqueles despelados só queriam comer laranjas com sal"!

 Entre sopa da pedra, presunto, limonada com mel e, segundo "ele", uma bebida que haveríamos de beber meia hora antes de nos deitarmos com elas (não entendi porquê claro), passamos de tudo um pouco por aquela zona. Momentos que nos ficam marcados nas nossas mentes!

E pronto, fica por aqui mais uma história da minha vida.
! ! ! . . . BOAS PEDALADAS . . . ! ! ! 

domingo, 28 de outubro de 2012

Sky Road GranFondo na Lousã, by Frinxas & Vaca Louca

Na impossibilidade de me deslocar á Lousã no dia do evento, lá decidi ir, na companhia do Zé, até á serra da Lousã para conhecermos o percurso.
 Na hora da partida, atrasada como sempre, olhávamos para o alto da serra e chegava a assustar de tão negro que estava o céu, mas feitos e armados em d. Afonso Henriques, lá fomos os 4 (nós e as bikes) serra acima.
Diziam-nos que as paisagens e vistas daquela vertente da serra era excelente, e vamos acreditar que sim, pois não se viam para além de 10 metros á frente do nosso nariz, mas digo-te Anita, o piso era excelente!!!
 A primeira subida, longa mas não muito constante, deu para pormos á prova os nossos motores, pois conseguimos fazer média acima... Dos 5km/h!!! Uma pura loucura.
Apesar da opinião de muitos, adoro aquela zona, e diga-se o que se disser, aquilo é lindo por lá.
 Estradas que pareciam não ter fim, algumas rectas planas, mas muito poucas mesmo, se é que existiam zonas planas, mas sempre com um cheiro a floresta no ar e sem carros, coisa completamente diferente daquelas que estamos acostumados.
 Podemos não ter tido direito á festa que os inscritos do evento tiveram, nem aos tambores, mas diversão, bem, essa garanto-vos que não faltou, ou não tivesse eu na companhia... Dele!!!
 Volta e meia lá nos iam aparecendo umas belas paredes pela frente, algumas delas de muita dureza, mas eramos completamente absorvidos pelas paisagens envolventes e faziam com que podéssemos esquecer a inclinação do alcatrão!
 As vistas, essas eram completamente arrebatadoras... Mesmo!!!
Só tínhamos pna que, para termos direito a elas, tinhamos sempre que subir, e subir mesmo muito!
 Muitas vezes chevámos mesmo a sentir uma certa solidão ali no meio daquela rocha toda, e por vezes, ao olhar á nossa volta, sentíamo-nos mesmo muito pequenos.
Ao ver esta placa aqli perdida, veio-me á mente uma bela de uma caminhada ali pela zona.
Nunca se sabe...
 Uma das zonas que ambos mais gostamos, foi a da barragem de Santa Luzia.
Lá no alto, lá tiramos mais umas fotos, mas nunca imaginaríamos o que nos iria aparecer pela frente... Uma descida arrebatadora, logo seguida de uma vista da barragem completamente única, vale a pena lá ir, mas como diz o ditado, tudo o que desce, terá que subir mais tarde ou mais cedo, e assim foi...
QUE RAIO DE PAREDE. Quando olhava á minha frente não queria acreditar, e pior fiquei quando, ao olhar para o gps, constatei que o desenho sa estrada era exactamente igual ao que tinha no track!!!
Deu para reparar que foi um desvio propositado para a dureza diriam alguns, mas acreditem, foi um bocado de estrada duro de facto, muito duro, mas de uma beleza sem fim.
 E agora, como bons palhaços que somos, teríamos que eleger as melhores partes do percurso.
Numa delas, o Zé bem tentou, mas não conseguiu vender nada mesmo.
O nosso pequeno país e a tão nossa querida língua por vezes provoca-nos umas belas risadas, e acreditem, aqui nesta zona fartamo-nos de rir e tirar fotos com fartura.
Dissemos coisas que, por razões lógicas não vou escrever aqui, mas o suficiente para nos fazer perder tempos sem fim para nos por em cima das bikes, pois nem força para tal tínhamos.
Para recordar...
 Mas antes de chegarmos á famosa VENDA DA GAITA, fomos brindados com umas belas bifanas, no mais belo... CAFÉ DA PICHA.
Que querem que vos diga? Não posso dizer nada mesmo para não ferir suscetibilidades, mas acreditem que desconhecia por completo as bifanas... Da Picha.
Pelo meio do almoço soube que o Zé só... "PARA MIM, COISINHAS COM BOLHINHAS SÓ MINES MESMO", e soube que naquele café existiam á venda várias recordações... Da Picha.
 Bem, muitas risadas e lá seguimos nós caminho pois as horas iam-se passando e os km não.
Depois de mais uma looooonga subida para a Lousã, animados pois sabíamos que seria a última do dia, fomos brindados com mais uma dose de enorme nevoeiro, mas não o suficiente para demover o nosso ânimo, pois sabíamos que vinha pela nossa frente uma enorme descida.
Mas o que a malta tanto esperava, ficou um pouco em águas de bacalhau. O piso húmido e as muitas folhas e areias na estradas devido ás últimas chuvadas, obrigou-nos a ter muita calma pela descida, mas por muita atenção que podessemos ter, eramos sempre obrigados a olhar para os lados, pois aqueles tons acastanhados, típicos desta época do ano, deixou-nos estarreciados aos nossos olhares.
Foi com muita pena minha que não fotografei o castelo, pois aquilo é muito lindo, mas a pena passou logo quando, a meio da longa descida, nos aparece um carro pela frente, feito maluco a apitar.
Por momentos pensei que seria daqueles que nos obrigaria a chamar-lhes de doutores, mas não...
Pedro e Joaninha, acompanhados de um belo cesto que, no seu interior, estavam nada mais nada menos do que, sandes de presunto, pastéis de nata e mais açúcares, coca cola e muita, mas mesmo muita simpatia. Nunca espararia tal situação.
Depois de muita letra a sair pelas bocas fora, lá seguimos o resto da estrada até ao final.
Lá, mais duas de letra com o Casal Joaninha (hehehe), e lá fomos á nossa vida.
De salientar o excelente dia passado, o percurso foi duro de facto, mas de uma beleza como a que não estamos acostumados pelas nossas zonas.
Foi um dia longo, frio, quente, húmido e seco, tivemos de tudo um pouco. Foi um passeio, mas passeio como todas as letras da palavra referem.
Não me lembrava da última vez que curti tanto em cima da bicicleta.
Depois das cerca de 6h30 em cima do selim, dos não sei quantos mil metros de acumulado, e das risadas que demos, posso dizer que fomos uns "bredadéirus" Ranndonneurs Zé.
Já agora, chegou.me aos ouvidos de umas paisagens excelentes ali para São Pedro so Sul. Será a nossa próxima?
Para terminar, em meu noem e de certeza que em nome do Zé...
 
JOANINHA E PEDRO...
 
MUITO, MAS MUITO OBRIGADO PELA VOSSA SIMPATIA E EXCELENTE HOSPITALIDADE.
FOI UMA EXCELENTE SURPRESA.
 
p.s.:na próxima tragam um chá para o Zé. Ele é assim!