domingo, 4 de junho de 2017

Desafio das torres

A ideia surgiu da (tola...) cabeça de um amigo.
Sair da Torre dos Clérigos e ir até Lisboa visitar a sua irmá Torre de Belém. Como isso não fosse suficiente, decidiu pelo meio passar por Fátima.
Enfim... Ideias malucas.
Mas começou por uma ideia maluca até terminar... Na estrada. E assim foi, ontem lá fomo nós estrada fora.
Entre sandes de presunto, médias altíssimas, vento e algum frio, lá chegamos a Fátima. Para registar esse momento de um dia gigante, nada melhor que tirar uma foto com um monumento também ele gigante. Quase mesmo do tamanho da artista que o idealizou. O cansaço e a fome começava-se a fazer sentir, mas decidimos sair dali e almoçar amgo mais adiante. E assim foi, pois na passagem por Porto de Mós demos com uma pizzaria que de tão má que era, obrigou-nos a fazer quase meia tarde de pausa para o bendito repasto.
10 pizzas e 18 garrafas de coca-cola depois lá decidimos fazer-nos ao alcatrão mais uma vez.
Os quilómetros para o final iam-se aproximando, o cansaço aumentando e claro, as decisões mal tomadas por causa do cansaço iam sendo tomadas. Por vezes não damos conta das partidas que o nosso cérebro nos provoca e é preciso dar o famoso "murro na mesa" para acalmar as hostilidades. Coisa normal para quem já está a pedalar há cerca de 12h. Mesmo assim foi um dia excelente, e daqueles em que me diverti na bicicleta.
Mais um objectivo na caderneta e no CV.

 Qual será o próximo? Apesar de ideias não faltarem, agora quero repousar e pegar no Francisco (e mãe claro... ) ao colo e acalmar um pouco estes "nervos ciclísticos.

! ! ! . . . BOAS PEDALADAS . . . ! ! ! 

domingo, 28 de maio de 2017

Grande prémio JN

Era vê-la ali cheia de ciúmes daquelas coisas de plástico, tão leves e cheias de energia!
Grande Prémio JN...
...Como passa o tempo.

Alqueva 400... A desilusão

As espectativas eram enormes, e o ânimo de tal forma que na véspera, ao deslocar-me de comboio para o ponto inicial, decidi sair no Entroncamento e ir a pedalar até Vila Franca de Xira com o intuito de me "preparar" mais um bocado para um futuro 600.
Estar com a malta mais uma vez foi reconfortante, e aqui dá para entender um pouco este pequeno grupo, pois começam-se a formar amizades. Apesar da frieza normal de verem um estranho a chegar lá a pedalar, as conversas foram fluindo, carimbos feitos, e siga para a estrada sem antes cantarmos os parabéns a um nosso amigalhaço da terra do cabrito!
Estrada fora e, para meu grande espanto, estavam-se a fazer médias na casa dos 32km/h, coisa completamente anormal para aquilo que tenho visto no meio daquela "seita"! Antes de Pegões... Pumba! Uma lomba mal anunciada por quem seguia na frente e a minha mudança lembrou-se de me dar que fazer. Apesar de normalmente me fazer deslocar com uma autântica ofocona atrás de mim, não foi o suficiente para resolver este problema. Ainda consegui chegar a Pegões, mas novamente deu trabalho e tive que a "matar" e ficar apenas com o pedaleiro 34.
Bem, já devem imaginar que fazer 350kms totalmente planos com esta relação iria ser tudo menos agradável... DESITI!!!
Já me esquecia de sentir tamanha desilusão. Ainda me lembrei de acompanhar a Lenita, um pouco mais "lenta", mas ao cruzar por eles, e a muito custo, decidi apenas cumprimentar e seguir o meu caminho até ao ponto de partida.

Sabia que iria chegar a Vila Franca bem mais cedo que a partida do comboio, decidi encostar-me duas horas numa paragem de autocarro e "nanar" um bocado. E assim foi. 
Informar a organização do sucedido e siga para casa, novamente de comboio e com uma desilusão enorme em mente. Apesar de ser dos que não se deixa muito afectar por estes pequenos pormenores, confesso que desta vez fiquei bastante desanimado. Mas pronto, a bicicleta apesar de pertencer a ela, não é a minha vida, e resta-me apenas esperar por um próximo passeio, seja ele com desilusão ou não.
Até breve(t) e já sabem...


! ! ! . . . BOAS PEDALADAS . . . ! ! ! 

sexta-feira, 26 de maio de 2017

E esta ... Hein?!?

Dois gajos que adoram bikes. Um tal de Andrew Macdonald e um outro tal de seu nome Simon Taylor...
 Estes dois meninos para além de gostarem de bikes de aço 631 da Reynolds, gostam também de descansar no deu conforto...
Adoram soldaduras, e também o couro da Brooks.
Aqui á uns anos não tinham nada para fazer e lembraram-se de contruir esta cadeira...
Meia dúzia de tubos e quatro pingos de solda depois nasceu a dita...

Preço a rondar os €7000. Caso estejam interessados digam-me!

! ! ! . . . BOAS PEDALADAS . . . ! ! !

Alqueva 400


Por vezes pergunto a mim mesmo porque raio me meto nestas coisas com uma bike/cvarga de 16kg, quando tenho outra que pesa metade!!!
A idade traz-nos destas coisas. Mas já diz a minha mãe que... "Quanto mais velho, mais burro estás a ficar caralho"!
E começo-lhe a dar razão.
Depois digo como foi.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Dynamo Hub... Essa maravilha

Bem, ainda vai com cerca de 1000km na minha roda, portanto pouco poderei falar acerca do mesmo senão no seu lado SUPER PRÁTICO.
Mas hoje descobri isto, e realmente algumas das muitas perguntas ficam com resposta.

Uma boa leitura para os mais sépticos.

! ! ! . . . BOAS PEDALADAS . . . ! ! ! 

sábado, 13 de maio de 2017

COISA BONITA - 1

Hoje fui pedalar com o "sénior". Ao despedir-me dele disse que a volta foi calma, mas acho que errei. Errei porque, perto de casa pensei ver uma senhora na ternura dos seus 70 anos a pedalar.

Ou estava empenado mesmo ou então as pessoas estão a mudar com o tempo.

! ! ! . . . BOAS PEDALADAS . . . ! ! ! 

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Dínamo... Essa moderna maravilha

Todos nós que pedalamos, de certeza que me algum ponto da nossa vida ciclística já ouvimos falar em dínamos, certo?
Rezam os entendidos que ele nasceu das mãos de um francês em 1836.
Pelo que vemos na imagem abaixo...
 ... O dito francês não tinha uma noção perfeita de beleza. Contudo essa pequena maravilha nasceu.
Passaram-se os anos e, em meados de 2015 ou 2016 estava eu a caminho de casa quando me aproximo de um maluquinho a pedalar a horas indecentes. Meti conversa pois queria saber que raio de lanterna era aquela que me chamou a atenção. Não pela potência mas sim pelo "espalhamento" da mesma, pois vi toda a estrada iluminada na sua frente.
Conversa daqui e dali e ele começa a falar em dínamo. Eu ia olhando para a bike dele, e via de tudo lá excepto esse dito dínamo. Para não fazer figura de urso fui rodeando até que.... O QUÊ? UM CUBO/DÍNAMO?
Meus amigos e e-amigos, quase 30 anos a pedalar e escuto que já inventaram cubos/dínamos. Pior ainda, já andava com aquilo há cerca de 4 anos. Comecei a pesquisar e a pensar seriamente em adquirir tal maravilha da electrónica. Mas ao olhar para aquele tipo, ele tinha cara de tudo excepto de quem andava de bike debaixo de chuva. E não queria estar a comprar algo sem antes fazer uma coisa que adoro... Apalpar. Uma coisa é andar esporadicamente, outra é diariamente no meu caso, e por vezes esse "diariamente" engloba frio, geada, neve e chuva. E apanhar um choque nos tomates era tudo o que menos quereria.
Há cerca de dois meses fui visitar a INBICLA, e pela primeira vez o Vitor deixou-me colocar uma coisa daquelas nas mãos. Imaginava algo maior e grosseirão, mas de facto a tecnologia fez com que "esmagassem" o espaço daqueles ímans todos.
Muitos pensarão no peso daquilo...! Sim, é mais pesado que um cubo normal mas acreditem que, como podem ver na imagem, o Vitor soube argumentar muito bem acerca desse tema...!
E lá me decidi meus amigos.
Montei aquilo e depois de o ter feito a primeira coisa que senti foi arrependimento. Arrependimento por não ter feito aquilo mais cedo! É mesmo muito cómodo, prático e acreditem...Dá luz com fartura.
Numa bike "normal" acredito que seja necessária mais ginástica para fazer passarem aqueles cabos, mas numa finlandesa como a minha isso não é problema.
Em andamento passa quase despercebido e nem se sente algum tipo de "prisão" no cubo!

 Mas as novidades não ficam por aqui. Não foi o caso da minha, mas há lanternas que já vêem equipadas com ligação USB. Para quê? Fácil... Dá jeito para carregar GPS, telemóveis e tudo mais o que entenderem. Claro que para alguns isso nada diz, mas quem anda no meio daquela seita dos barbudos e nas longas distâncias, acreditem que sim, faz mesmo muito jeito!!!
Não adquiri nada de "topo de gama", mas com cerca de €250 já conseguem colocar o dínamo, lanternas (dianteira e traseira), raios novos e com sorte ainda pagam um café ao mecânico.
Para quem, assim como eu, faz uso diário da bicicleta, é um "brinquedo" mesmo muito útil. Não apanhamos os sustos normais da falta de bateria ou ficam com um track a meio por falta de bateria.
VALE A PENA

E este fim de semana por terras do BAIXO MINHO E BARROSO pude comprovar que não fica bem apenas em bikes de meia tonelada como a minha. Desde bikes de alumínio, carbono e titânio, quase todas elas estavam equipadas com esta tão "moderna" (para mim) maravilha. O único senão é que os quadros na sua maioria não fram feitos a pensar em cabos, mas acreditem que com paciência aquilo passa praticamente despercebido.
Eu sei que a imagem está um pouco distante, mas aqui podem ver a minha gaja com tudo montado... Cubo, cabos e as lanternas traseira e dianteira.
! ! ! . . . BOAS PEDALADAS . . . ! ! !

IUC - Imposto Único de Circulação

Muitas vezes se dicute o tema das bicicletas, dos vermelhos, do seguro obrigatório e claro, que também deveriam pagar o famoso IUC. Se a ignorância pagasse imposto, aí sim, nem precisaríamos de taxar os 23% do IVA. Para os menos atentos (e sei que alguns gostam de ler isto), este tão famigerado IUC é calculado em função da quantidade de "merdas" que deitamos para o ar. Ora, como tão bem sabem, há excepção de umas peidolas quando bebo um recuperador, não deito mais nada para o ar. Mesmo assim ainda houvem quem perdesse tempo para calcular uma suposta taxa para a malta. E acreditem que, se ela me permitisse andar a meter nojo pela estrada fora, até pagaria €10. Mas mesmo assim não seria suficiente para alguns.
E depois desta imagem que podem ver abaixo...

... Não me venham f*der a cabeça com essa treta das bikes pagarem esse imposto, ok?

! ! ! . . . BOAS PEDALADAS . . . ! ! !

domingo, 7 de maio de 2017

Por terras de brevet's

Comecei a pensar no que escrever, mas decidi-me pala "escrita ao desafio". O empeno de ontem ainda não me permite o esforço de pensar.
Comecemos pelo início... Aconteceu uma explosão e formam-se umas bolas que deram o nome de planetas. Entretanto uns bichos grandes e maus que, não se sabendo a causa, morreram todos. Uns anos mais tarde aparece um tal de Adão e a sua bela amiga Eva. Segundo a lenda ele f*deram tudo quando trincaram uma maçã. Passam-se os anos e eu, assim como ela, também f*di tudo quando aconteceu isto. E ontem (finalmente) lá fui eu experimentar as pedaladas com aquela malta.
Umas semanas antes, um daqueles "barbudos alternativos" contava-me que, numa das suas aventuras por essas estradas fora, pararam cerca de 30 minutos para dormir. 30 minutos para dormir??? Se para dormir eles param assim "tanto tempo", estou tramado. Confesso que fiquei com estes "30 minutos" em mente durante estas semanas.
Chega o dia e lá fui eu com a minha fiel companheira de meia tonelada de peso para junto deles.
Comecei por andar ás apalpadelas e olhar para a minha volta, e entendi logo a mecânica da "coisa"! Eles não param para dormir, mas acreditem que para comer são merecedores de entrada directa em escalão pro-tour!
Adorei o estilo "low-profile" deles, estão-se literalmente a cagar para tudo e todos excepto na chegada da hora do almoço e no cumprimento dos horários. Os quilómetros vão passando, as conversas animando e cada vez mais próximos da hora de almoço o meu primeiro choque...! Como tinha em mente a famosa meia hora de sono e a imagem de um deles a comer um iogurte de colher antes da partida, nunca imaginei que tal "seita" se fosse dar ao luxo de parar para comer meio boi com belas verduras e melhor sopa. Fiquei completamente arrependido dos quase 3 frangos e meio de churrasco e chouriças para assar (calma, é tanga) que levava na bagageira.
Aproveitei a paragem deles (e a minha ainda falta de fome) para fazer uma coisa que, quem me conhece sabe que adoro fazer... Pedalar a solo!!! E lá fui eu, alcatrão fora. Sabia que a partir dali as paisagens iriam ser soberbas pois há uns meses atrás por lá tinha passado e amei a zona. 

 O cansaço faz-se sentir, e claro por culpa minha eu sei, pois sozinho as dores nas pernas dão mais nas vistas. Curiosamente neste tipo de "eventos" algo nos liberta desses pensamentos dolorosos quando procuramos o local onde vamos encher a famosa "caderneta" com os carimbos, distraímo-nos do resto. A juntar a isto mais umas paragens para comer, procurar pilhas á venda porque duas das que levava se lembraram de "morrer" (entendi logo o mail do Pedro acerca dos perdidos) e mais uma avaria na bike, o tempo e os quilómetros foram passando até que lá cheguei ao final daquela odisséia randonneur.
Se gostei? Sim... Adorei. Se vou repetir? Talvez. Aqui as inscrições esgotam mais rápido que as inscrições para a BOX A dos granfondos do Zeferino pá. Mas se for a tempo para tal, terei todo o gosto em repetir.
Para terminar, e em forma de registo pois volta e meia gosto de recordar o que escrevo, um abraço para todos aqueles que conheci pessoalmente pela primeira vez e pasmem-se, um deles perdia tempo no passado a ler estes meus devaneios. Mas para alguém que faz 300km de sandálias tudo é possível. Amei olhar para aquelas bikes que de bonitas nada tinham (algumas claro), mas de prático eram algo soberbo.
E aqui fica o "boneco" da minha brincadeira de ontem...


Caso tenha oportunidade... Até breve(t) meus amigos.

! ! ! . . . BOAS PEDALADAS . . . ! ! !