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sexta-feira, 26 de maio de 2017

Alqueva 400


Por vezes pergunto a mim mesmo porque raio me meto nestas coisas com uma bike/cvarga de 16kg, quando tenho outra que pesa metade!!!
A idade traz-nos destas coisas. Mas já diz a minha mãe que... "Quanto mais velho, mais burro estás a ficar caralho"!
E começo-lhe a dar razão.
Depois digo como foi.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Dínamo... Essa moderna maravilha

Todos nós que pedalamos, de certeza que me algum ponto da nossa vida ciclística já ouvimos falar em dínamos, certo?
Rezam os entendidos que ele nasceu das mãos de um francês em 1836.
Pelo que vemos na imagem abaixo...
 ... O dito francês não tinha uma noção perfeita de beleza. Contudo essa pequena maravilha nasceu.
Passaram-se os anos e, em meados de 2015 ou 2016 estava eu a caminho de casa quando me aproximo de um maluquinho a pedalar a horas indecentes. Meti conversa pois queria saber que raio de lanterna era aquela que me chamou a atenção. Não pela potência mas sim pelo "espalhamento" da mesma, pois vi toda a estrada iluminada na sua frente.
Conversa daqui e dali e ele começa a falar em dínamo. Eu ia olhando para a bike dele, e via de tudo lá excepto esse dito dínamo. Para não fazer figura de urso fui rodeando até que.... O QUÊ? UM CUBO/DÍNAMO?
Meus amigos e e-amigos, quase 30 anos a pedalar e escuto que já inventaram cubos/dínamos. Pior ainda, já andava com aquilo há cerca de 4 anos. Comecei a pesquisar e a pensar seriamente em adquirir tal maravilha da electrónica. Mas ao olhar para aquele tipo, ele tinha cara de tudo excepto de quem andava de bike debaixo de chuva. E não queria estar a comprar algo sem antes fazer uma coisa que adoro... Apalpar. Uma coisa é andar esporadicamente, outra é diariamente no meu caso, e por vezes esse "diariamente" engloba frio, geada, neve e chuva. E apanhar um choque nos tomates era tudo o que menos quereria.
Há cerca de dois meses fui visitar a INBICLA, e pela primeira vez o Vitor deixou-me colocar uma coisa daquelas nas mãos. Imaginava algo maior e grosseirão, mas de facto a tecnologia fez com que "esmagassem" o espaço daqueles ímans todos.
Muitos pensarão no peso daquilo...! Sim, é mais pesado que um cubo normal mas acreditem que, como podem ver na imagem, o Vitor soube argumentar muito bem acerca desse tema...!
E lá me decidi meus amigos.
Montei aquilo e depois de o ter feito a primeira coisa que senti foi arrependimento. Arrependimento por não ter feito aquilo mais cedo! É mesmo muito cómodo, prático e acreditem...Dá luz com fartura.
Numa bike "normal" acredito que seja necessária mais ginástica para fazer passarem aqueles cabos, mas numa finlandesa como a minha isso não é problema.
Em andamento passa quase despercebido e nem se sente algum tipo de "prisão" no cubo!

 Mas as novidades não ficam por aqui. Não foi o caso da minha, mas há lanternas que já vêem equipadas com ligação USB. Para quê? Fácil... Dá jeito para carregar GPS, telemóveis e tudo mais o que entenderem. Claro que para alguns isso nada diz, mas quem anda no meio daquela seita dos barbudos e nas longas distâncias, acreditem que sim, faz mesmo muito jeito!!!
Não adquiri nada de "topo de gama", mas com cerca de €250 já conseguem colocar o dínamo, lanternas (dianteira e traseira), raios novos e com sorte ainda pagam um café ao mecânico.
Para quem, assim como eu, faz uso diário da bicicleta, é um "brinquedo" mesmo muito útil. Não apanhamos os sustos normais da falta de bateria ou ficam com um track a meio por falta de bateria.
VALE A PENA

E este fim de semana por terras do BAIXO MINHO E BARROSO pude comprovar que não fica bem apenas em bikes de meia tonelada como a minha. Desde bikes de alumínio, carbono e titânio, quase todas elas estavam equipadas com esta tão "moderna" (para mim) maravilha. O único senão é que os quadros na sua maioria não fram feitos a pensar em cabos, mas acreditem que com paciência aquilo passa praticamente despercebido.
Eu sei que a imagem está um pouco distante, mas aqui podem ver a minha gaja com tudo montado... Cubo, cabos e as lanternas traseira e dianteira.
! ! ! . . . BOAS PEDALADAS . . . ! ! !

domingo, 7 de maio de 2017

Por terras de brevet's

Comecei a pensar no que escrever, mas decidi-me pala "escrita ao desafio". O empeno de ontem ainda não me permite o esforço de pensar.
Comecemos pelo início... Aconteceu uma explosão e formam-se umas bolas que deram o nome de planetas. Entretanto uns bichos grandes e maus que, não se sabendo a causa, morreram todos. Uns anos mais tarde aparece um tal de Adão e a sua bela amiga Eva. Segundo a lenda ele f*deram tudo quando trincaram uma maçã. Passam-se os anos e eu, assim como ela, também f*di tudo quando aconteceu isto. E ontem (finalmente) lá fui eu experimentar as pedaladas com aquela malta.
Umas semanas antes, um daqueles "barbudos alternativos" contava-me que, numa das suas aventuras por essas estradas fora, pararam cerca de 30 minutos para dormir. 30 minutos para dormir??? Se para dormir eles param assim "tanto tempo", estou tramado. Confesso que fiquei com estes "30 minutos" em mente durante estas semanas.
Chega o dia e lá fui eu com a minha fiel companheira de meia tonelada de peso para junto deles.
Comecei por andar ás apalpadelas e olhar para a minha volta, e entendi logo a mecânica da "coisa"! Eles não param para dormir, mas acreditem que para comer são merecedores de entrada directa em escalão pro-tour!
Adorei o estilo "low-profile" deles, estão-se literalmente a cagar para tudo e todos excepto na chegada da hora do almoço e no cumprimento dos horários. Os quilómetros vão passando, as conversas animando e cada vez mais próximos da hora de almoço o meu primeiro choque...! Como tinha em mente a famosa meia hora de sono e a imagem de um deles a comer um iogurte de colher antes da partida, nunca imaginei que tal "seita" se fosse dar ao luxo de parar para comer meio boi com belas verduras e melhor sopa. Fiquei completamente arrependido dos quase 3 frangos e meio de churrasco e chouriças para assar (calma, é tanga) que levava na bagageira.
Aproveitei a paragem deles (e a minha ainda falta de fome) para fazer uma coisa que, quem me conhece sabe que adoro fazer... Pedalar a solo!!! E lá fui eu, alcatrão fora. Sabia que a partir dali as paisagens iriam ser soberbas pois há uns meses atrás por lá tinha passado e amei a zona. 

 O cansaço faz-se sentir, e claro por culpa minha eu sei, pois sozinho as dores nas pernas dão mais nas vistas. Curiosamente neste tipo de "eventos" algo nos liberta desses pensamentos dolorosos quando procuramos o local onde vamos encher a famosa "caderneta" com os carimbos, distraímo-nos do resto. A juntar a isto mais umas paragens para comer, procurar pilhas á venda porque duas das que levava se lembraram de "morrer" (entendi logo o mail do Pedro acerca dos perdidos) e mais uma avaria na bike, o tempo e os quilómetros foram passando até que lá cheguei ao final daquela odisséia randonneur.
Se gostei? Sim... Adorei. Se vou repetir? Talvez. Aqui as inscrições esgotam mais rápido que as inscrições para a BOX A dos granfondos do Zeferino pá. Mas se for a tempo para tal, terei todo o gosto em repetir.
Para terminar, e em forma de registo pois volta e meia gosto de recordar o que escrevo, um abraço para todos aqueles que conheci pessoalmente pela primeira vez e pasmem-se, um deles perdia tempo no passado a ler estes meus devaneios. Mas para alguém que faz 300km de sandálias tudo é possível. Amei olhar para aquelas bikes que de bonitas nada tinham (algumas claro), mas de prático eram algo soberbo.
E aqui fica o "boneco" da minha brincadeira de ontem...


Caso tenha oportunidade... Até breve(t) meus amigos.

! ! ! . . . BOAS PEDALADAS . . . ! ! ! 

sexta-feira, 31 de março de 2017

Tempos de mudança

Os meus planos era ser bem mais activo nesta nova "seita", mas entre o nascimento do Francisco e as indecisões típicas de uma mudança, foi-se adiando dia após dia... Até hoje.
Entre tertúlias, reuniões, conversas e comentários, houve um que realmente me marcou...
Na realidade os brevets não são mais do que saidas com um grupo de amigos em que vamos para longe, só que somos obrigados a levar coletes e luzes.
Fiquei a olhar para aquilo e decidi de vez experimentar.


Para muitos será um filme na minha cabeça, mas acreditem que para mim será se calhar o assumir oficialmente que estou velho.

! ! ! . . . BOAS PEDALADAS . . . ! ! ! 

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Randonneurs Portugal... E esta hein?

Um destes dias recebi um mail que começava da seguinte forma...
Caro(a) Randonneur,

Obrigado por se associar aos Randonneurs Portugal.

O "outro" já me dizia que os 40's nos traziam outras perspectivas, e parece que tinha razão.
Com o tempo vou dar-vos conhecimento destas minhas novas aventuras no meio "dos barbudos"!

! ! ! . . . BOAS PEDALADAS . . . ! ! ! 

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Os primeiros 300km de 2016

     E assim foi amigos. Se ontem estava assim meio "coiso" em relação
a isto, lá me decidi e meti-me há estrada com o meu amigo André.

    Quém é o André? Bem, como poderão ler, só pelo facto de me ter acompanhado já é chanfrado quanto baste.
     

      O Dia amanheceu bem cedo para nós, pois a volta prevista seria longa, bem longa.
De início o frio nem se sentiu tanto, mas assim que entramos no minho, a história mudou um pouco.

Mas a entrada no minho não trouxa apenas o frio, mas também algumas belas paisagens diga-se. Nada de especial é certo, mas para uns meninos da cidade como nós, aquilo realmente é bonito, e muito diferente daquilo que estamos acostumados.
Assim que fomos em direcção "de casa", mudou de novo a paisagem, mas desta vez mais civilizado. Ou seja, carros a apitar, tangentes ás bikes, buracos na estrada, e claro os furos aparecem também.
Paramos para almoçar, e neste ponto pensei em telefonar há única pessoa que se dá ao trabalho de escrever comentários no blog (coisa que me deixa super contente Ana), estávamos parados perto da segunda terra deles, mas como o tempo começava a apertar, decidi não o fazer.

Apesar de ter passado pela capital das clarinhas, decidi comer uma a ceca de 50kms de lá. Sim Ana, na tua segunda terra, e diga-se.... NÃO VALEM UM CARAÇAS. Mas o panado, bem, esse lá fez as honras do convento diga-se. Para beber, decidimos por uma coca-cola vintage da colheita deste ano.
Eu sei que isto nada vos interessa, mas têm de entender que tenho de encher esta publicação com algo, certo?


Coisa que nunca pensei que fosse acontecer, é que o meu parceiro de odisseia se fosse aguentar tão bem da parte da tarde. Estou surpreendido amigo. Mas também já era tempo de começares a mostrar algo hehe
A viagem após o almoço foi bem mais rápida do que o que tinha planeado. Não sei se pelo panado ou pelos gases (são peidos gajos) que a coca-cola me provocou, mas uma coisa é certa, foi rápido.


Coisa que nos surpreendeu foi o facto de não vermos uma única alma penada na estrada.
Estávamos com idéias de apanhar um "comboio" tipo Zeferino's póbeiros, mas nem nisso tivemos sorte. Não fossem os peidos e acreditem que a viagem teria sido bem mais lenta.


O cansaço começava a fazer-e sentir, mas o André lá se ia aguentando, e muito bem diga-se.
Se valeu a pena o esforço?
Para que caralho fizemos isto?
Não sei responder, mas só pelo alívio que senti quando avistei o MaiaShoping, acreditem que valeu a pena.


Como podem ver e ler, publicações de merda é comigo mesmo. Sei que não tem assunto isto, mas entendam que gosto de escrever para mais tarde vir a este cantinho "escondido" e recordar... E recordar é bom.
Meu caro amigo André, muito obrigado pela companhia, pelo panado que me soube a leitão, pela coca-cola dos peidos... Enfim, pelo excelente dia que passamos juntos. E mais não direi, caso contrário os meus milhões de leitores irãi ficar com suspeitas acerca das minhas tendências sexuais.
Venha de lá mais um passeio destes André.
! ! ! . . . BOAS PEDALADAS . . . ! ! ! 

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Quem adivinha?

Numa destas fotos, está a minha bicicleta. Pensem bem..
 Cuidado, pensem bem, pois a escolha é difícil amigos/as....

Como podem ver, quando (durante a semana) me virem passar com "a casa ás costas" e pensarem que aquilo é mesmo azeiteiro, pensem duas vezes antes de mo dizer, pois pelo que vejo há grandes marcas a fazerem cópias do modelo.
Porque raio não tirei uma patente daquilo???
! ! ! . . . BOAS PEDALADAS . . . ! ! ! !

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

A bike... Transformer

Bem, e está na hora de vos apresentar a receita "poupa costas" do Frinxas.
Nada como uma geleira VALIRA com 2 séculos de idade. Impermeável (ou quase), e com as paredes esponjosas evita aqueles "bater" que iria sentir, pois diaramente levo o almoço, fruta, "cenas" e roupa.
 Não confiando na impermeabilidade da VALIRA, decidi usar um saco de plástico, e este sim um verdadeiro saco topo de gama, 100% há prova de chuva, lama e bala também. 
 Coloco a "cangalhada" toda no suporte, elástico a segurar bem aquilo pois a média de velocidade que me desloco é enorme (lol). Como iria parecer mal andar com aquilo, embrulho toda a receita com uma cobertura de mochila e uma rede elástica. Pensei nisto também para que, com os elásticos, desse para prender aquelas coisas que há última da hora me esqueço, ou por exemplo, uma capa de chuva que tanto nos estorva nos bolsos do jersey/casaco.
 O verdadeiro "must", é que para além da VALIRA estar escondida e dessa forma não andar a fazer "figura de urso", com a cobertura da mochila dá um aspecto mais moderno, as gajas andam sempre a piscara-me o olho, a acima de tudo, é reflectora. 
Forrei os tubos de alumínio com fita reflectora também, e para além disso, como já não uso a mochila posso usar o meu tão bem amado colete. Sei que assim me pareço com um pirilampo, mas mesmo desta forma não evitou que hoje quase entrasse por um carro dentro. A falta de respeito com os ciclistas continua, e assim continuará, mas pelo menos se um dia correr mal, não me poderão dizer que não era por falta de iluminação hehe
Enquanto não souber o verdadeiro veredicto e eventual pena do médico, foi a melhor maneira para me poder continuar a deslocar para a empresa na bicicleta.
Confesso que não gosto muito do comportamento da bicicleta (mais pesada e tenho de ter muito cuidado a curvar agora), mas acreditem que pedalar com as costas livres, para além da comodidade, dá uma verdadeira liberdade de movimentos.
O maior desafio foi conseguir fazer o suporte de maneira a que, no fim de semana, o podesse retirar da bicicleta sem grande "ginástica". E assim foi, com um desaperto de um parafuso e do aperto da roda, ele solta-se em menos de um minuto. Muito prático.
Resumindo, uma bicicleta randonneur de segunda a sexta feira, e ao fim de semana só lá fica preso um pedaço de ferro que não se dá por ele... Ou quase!
Ainda irão haver umas mudanças, mas para já ficarei por aqui.
Sei que poderia usar o mesmo no fim de semana, mas não quero correr o risco de alguém se querer lá sentar e ter de o levar comigo.
Nunca me imaginei a fazer "figuras" destas (com todo o respeito claro), mas a verdade é que isto é mesmo muito cómodo! E só damos valor a isto quando vamos a "correr" numa 112 para o hospital e ficamos umas semanas parados em casa... Enfim!
Se estou a ficar velho? Não sei. Uns dizem que sim, que estes são os primeiros sinais da velhice, outros dizem que são sinais de inteligência. Um dia digo-vos quem tinha razão.
! ! ! . . . BOAS PEDALADAS . . . ! ! !